Perfil da conformidade como tendência de comportamento

O perfil comportamental da conformidade é o da exatidão.

Na teoria DISC, as tendências de comportamento são divididas em 4 dimensões: perfil da dominância, perfil da influência, perfil da estabilidade e perfil da conformidade.

Nesse artigo, vamos falar sobre essa tendência que é responsável pela qualidade que empregamos no que fazemos. Isto é, sobre o quanto de precisão e exatidão colocamos em nossas tarefas e projetos.

Conformidade, o que é isso?

Essa é a dimensão de comportamento que se manifesta toda vez que exercitamos a precisão nos detalhes.

Sabe aquele dia (final de ano/início de ano) em que decidimos organizar tudo ao nosso redor, fazer um descarte, ordenar por categoria, otimizar espaços, etiquetar?  

É nosso lado da conformidade em ação! 

Do significado de conformidade, poderíamos pegar as definições ‘pôr-se de acordo’ ou a de ‘condição do que é harmônico’, pois essa turma busca colocar as coisas no devido lugar  e, de preferência, com a devida harmonização.

As pessoas com predominância deste perfil querem encontrar ‘ponto certo’ e definir como chegar lá. Elas racionalizam tudo, inclusive para organizar suas próprias ideias, que também procuram categorizar.

Veja o caso dos perfis comportamentais que apresentamos aqui, dividir comportamentos em 4 grandes perfis é um exemplo de categorização. Essa tendência se enquadra bem no estilo da conformidade. Mas, como sempre falamos, há complexidades, somos composições de perfis e esse é apenas o ponto de partida. 

Muito bem, o perfil da conformidade é o que nos dá essa direção, é o lado que desenha o mapa: ‘de onde sair’; ‘para onde ir’; ‘que caminho percorrer’. Essa dimensão nos pede subsídios técnicos para agir. 

Siga em frente, siga o planejado!

A predominância desse perfil não quer apenas definir ‘o que fazer’, mas ‘como’ fazer, focando, sobretudo, na precisão dos detalhes. 

Para isso, essas pessoas se preparam, estudam, usam dados e argumentam com conhecimento de causa. Achismos não são bem-vindos, a base é o conhecimento técnico.

Talvez, poderíamos dizer, que é também a tendência das inconformidades, pois consideram todas as hipóteses de ponta a ponta, circulam da inconformidade à  conformidade. Por isso, estabelecem métodos, sempre buscando resolver as questões que levantam. 

A ideia é identificar meios assertivos de fazer as coisas. É certo que não saem fazendo de qualquer jeito, refletem, estudam, elaboram e se preparam para o que precisa ser feito, pois  precisam compreender as propriedades das coisas.

Em termos de liderança, esse perfil está associado à capacidade de antecipar e prevenir. Por isso, podem ser ótimos/as  líderes em áreas como gestão de riscos, por exemplo.

Por outro lado, em situações que não exigem muita precisão, é possível que sejam vistos/as como pessimistas, por sua capacidade de avaliar os contras, na mesma medida em que avaliam os prós.  Além disso, a característica de dar atenção aos detalhes pode ser considerada excessiva. 

Feito é melhor que perfeito!

Se tem um mote que não combina com a conformidade é o popular ‘feito é melhor que perfeito’. O perfil da conformidade não quer apenas fazer,  quer fazer bem.

Falta de tempo, falta de qualidade, falta de objetivo ou decisões não pensadas tendem frustrar os/as conformes.

Seus excessos estão na rigidez que impõem a si mesmo. Se não sai como planejado, podem bater em retirada, ou seja, isolar-se!

Quem nunca passou por isso? Aquele bom e teimoso momento nosso de cada dia; ‘assim, eu não quero’. Esse é nosso lado da conformidade, reclamando que quer porque tem que se de uma determinada maneira. 

No caso de predominância da conformidade, você vai precisar argumentar para convencer essas pessoas de  que o ‘feito é melhor que perfeito’. Elas darão algumas voltas antes de concordar e entenderão apenas porque, isso posto, irão racionalizar essa demanda também. 

Absorvidos em seus processos, muitas vezes precisarão ser chamados para ver possibilidades de contornar os meios que estabeleceram. 

A chave para os excessos da conformidade é trabalhar a rigidez. 

Dessa forma, o desafio passa a ser conviver com o tanto de caos que qualquer projeto apresenta. Mesmo considerando as margens de erro, nosso lado da conformidade vai tentar questionar o porquê de não ter dado certo, ou o porquê de fazer de outra maneira, menos perfeita, por assim dizer. 

Mas, vamos combinar, a conformidade nos é muito necessária, não é mesmo?

Tudo em ordem, tudo em dia, tudo de bom!

Muitas vezes, não queremos ter que pensar no passo a passo, organizar a mesa de trabalho, os documentos, fazer uma limpeza nos apps, aquele upgrade necessário. Mas se alguém fizer para nós, é como mágica, nos sentimos renovados/as, correto?

O perfil da conformidade nos traz esse tipo de ‘harmonia’, a de dar lugar às coisas, descartar o que não é necessário, privilegiar o que é mais importante. É onde organizamos nosso trabalho, nossos espaços e ideias.

Por certo, podemos dizer que nos finais de ano essa tendência aparece mais forte. De alguma forma, revisamos mentalmente tudo que fizemos e começamos a pensar no que queremos fazer. 

É um bom momento para ativar nossa conformidade, perguntar-nos como queremos agir.

Se for alguém com predominância da conformidade, já vai querer pegar um papel para anotar. Quem sabe, vai até categorizar as anotações, pensando em detalhes como as dimensões de bem-estar, por exemplo: a física, a emocional, a intelectual, a ambiental, a ocupacional, a financeira e a social.

Quem se habilita a colocar a mão na massa, começar a ativar a conformidade e fazer uma pequena lista de propósitos para cada área?